O texto apresenta uma descrição
e análise das características, de alguns elementos que configurem os métodos
utilizados pelo conjunto da
economia clássica e neoclássica.
Inicia-se então, com a definição
do que é a economia clássica, apresentando seus principais autores – buscando o
que há de comum no ponto de vista metodológico destes autores, como por
exemplo, a questão de que eles estavam escrevendo sobre um assunto ainda não
definido, tentando interpretar o que acontecia em sua época. E seu contexto
político-histórico – basicamente em termos históricos a economia clássica
abrange o período de inicio da chamada economia política pós-mercantilista,
período em que começa o liberalismo. Eles estavam discutindo questões
emergentes da revolução industrial a qual procurou transformações radicais no
século XVIII.
Do ponto de vista metodológico, o Tableau Économique, se
constituiu o precursor do método. Tanto no Tableau, de Quesnay, como nos
casos hipotéticos de Adam Smith e David Ricardo, eles usaram exemplos numéricos
ilustrativos, o que não era uma prova rigorosa, mas era uma verificação de uma
idéia através de casos particulares. Outro elemento metodológico presente na economia
política clássica é o uso de dados estatísticos e históricos. Há também um
sequênciamento histórico da sociedade que se encontra basicamente em todos os
economistas que escreveram nos séculos XVIII e XIX, claramente o método usado
por esses autores passava pelo uso intensivo do conhecimento histórico para
formulação de alguma inferência ou lei de movimento. Assim, fica claro que nos
clássicos, o tipo de método enquadra-se no que se poderia chamar indutivo.
Terminado o método clássico,
passa-se então para as abordagens do método neoclássico, que tem sua emergência
em 1873. No caso da economia neoclássica, os elementos dominantes, do ponto de
vista metodológico, são (a) a introdução da matemática (calculo diferencial);
(b) a inferência dedutiva e (c) o uso dos métodos de equilíbrio geral ou
parcial. A teoria econômica chegou ao método lógico dedutivo, por influência
externa à economia, como a metodologia da física clássica que a economia veio a
copiar. A partir dos métodos usados na física, e da visão lógico/positivista,
as ciências eram consideradas mais “cientificas” quanto mais se aproximasse da
física, e, os economistas começaram usar os métodos da física a partir da
critica ao método indutivo.
Em sua conclusão o autor analisa a introdução da
teoria dos jogos na economia como método mais adequado por levar em
consideração a interatividade e a mudança de ambiente, que são coisas próprias
do ser humano, e diz que os problemas das aplicações atuais, dessa teoria,
estão na sua grande restritividade.