Sucessão na
Empresa Familiar Segundo LODI (1987), as empresas familiares geralmente não chegam à terceira ou quarta geração. Baseado em centenas de estudos de caso, LODI (1987) sustenta a tese de que a decadência e o fim de uma empresa familiar são o próprio
fundador e a família e, ainda, ocorre geralmente na
fase da sucessão. Isso pode ser explicado pela parábola da vida do fundador: fundação, crescimento, apogeu e declínio. Não é difícil de entender por que isso ocorre. No início, na fase de fundação, a força e a vocação estão a pleno vapor. Todas as forças (física, intelectual e financeira), estão voltadas somente para o empreendimento. Muitas vezes, o fundador se dedica exclusivamente à empresa, esquecendo-se da família. Na fase do crescimento, a luta é por conseguir novos clientes, manter a qualidade dos produtos e/ou serviços. Escondem-se os problemas estruturais e adiam-se medidas corretivas. O tempo passa e a empresa cresce: é a fase do apogeu (maturidade). As fases boas já se foram, mas geralmente, é nessa fase que a empresa recebe o reconhecimento, honra e glória. É hora de planejar o futuro, de preparar a sucessão, pois o fundador, a fonte criativa do negócio, começa o seu declínio pessoal. “A título de profissionalizar, a empresa se torna pesada e burocratizada, as decisões lentas, a comunicação difícil entre os diversos níveis, os objetivos obscuros e a desmotivação entra sutilmente no negócio”.(LODI, 1987, pg. 4) A última fase da parábola, o declínio, pode coincidir com uma situação de conflito causado pelos pretendentes à sucessão. O ideal é que se prepare o sucessor com antecedência para minimizar os problemas que ocorrem nessa fase. A empresa familiar deve ser profissionalizada, melhor ainda se for durante a gestão de seu fundador.
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