ADMINISTRAÇÃO FAMILIAR
A
empresa familiar é
uma instituição singular, pois como afirmam LONGENECKER, MOORE e PETTY (1997, p. 135), “vários aspectos distinguem a empresa familiar de outros tipos de pequenas empresas. Em sua cultura e tomada de decisões, por exemplo, observamos
Um misto de valores familiares e empresariais.”
Além disso, “falar de uma empresa familiar é tornar implícita a propriedade ou outro envolvimento de dois ou mais membros de uma família na vida e funcionamento dessa empresa.” (LONGENECKER, MOORE e PETTY, 1997, p. 135) De outra parte, na pequena empresa, familiar ou não, há dificuldades para a concepção do planejamento. Dessa forma, deve-se reservar um tempo para tal, uma vez que, freqüentemente, os gerentes de pequenas empresas dão prioridade à solução de problemas de curto prazo, a fim de cuidar das exceções, desarranjos e irregularidades que podem ameaçar a estabilidade organizacional. Assim, em virtude de seu trabalho, esses gestores podem nunca conseguir planejar.
Ademais, é fácil protelar o planejamento e isso ajuda os gerentes a ignorá-lo, enquanto se concentram em questões mais urgentes de produção e vendas. Pode-se fazer uma analogia com jogadores da defesa de futebol, que têm visão bloqueada por jogadores de linha que os estão atacando: tais empreendedores podem ser driblados por concorrentes que não foram vistos. Portanto, para planejar é preciso reservar um tempo e ter um grau de privacidade adequado.
O planejamento, basicamente, é um processo mental. Raramente é feito de uma forma eficaz em uma atmosfera de telefones que tocam, pedidos apressados e decisões urgentes a serem tomadas. É preciso encontrar tempo para planejar e ganhar seus benefícios.
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