ORGULHO E PRECONCEITO é, antes de tudo, um romance sobre o
comportamento humano em meio a famílias
conservadoras e
uma sociedade um tanto fria e discriminadora.
Suas personagens genuinamente românticas vão se construindo ao longo da história, no meio de situações que os predispõem a julgar uns aos outros, segundo suas próprias reações psicológicas e aparentes atitudes alheias - as quais nem sempre demonstram a verdade dos fatos, ao invés de se permitirem uma comunicação direta e simples (talvez por causa dos costumes da época em que a trama se passa, e também da cultura local).
Quando, aos poucos, e enfim, o par central - Elizabeth e sr. Darcy - se permite aproximar em nome de um sentimento que é maior do que qualquer barreira ideológica, intelectual ou social (o amor, por certo), descobre, assim, que para se decidir um relacionamento é necessário, antes de mais nada, levar em conta o que sente o próprio coração.
É um livro também sobre as vontades femininas e as vontades dos homens; é uma obra para quem se preocupa em escolher bem a pessoa com quem se viver até o limite da vida.