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O Homem e a Solidão

Summary rating: 5 stars 36 Avaliações
Autor : Francesco
Review by : Thynus
Visitas : 987  palavras: 300   Publicado em: maio 27, 2006
Este resumo foi traduzido de L'uomo e la solitudine
A solidão, apesar de oferecer ao homem inumeráveis oportunidades de amadurecer e tornar-se um sujeito autónomo, è frequentemente receptáculo de valências negativas. É uma condição desagradável, por vezes assustadora, que frequentemente se torna um inimigo de quem se deve fugir a qualquer custo. Tudo isto visto como o resultado de uma maneira de viver caótica agravada também pela herança bíblica, consequência das acções pecaminosas operadas pelo indivíduo: então Adão e Eva são expulsos do paraíso e são condenados a uma vida de sofrimento e de dor. A dor da perda, da separação. A solidão, portanto, existe antes do homem. O óvulo, no momento da fecundação, está só. Assumido o património genético do companheiro, as reacções físico-químicos do organismo separam o óvulo dos outros espermatozóides e isolam-no definitivamente da população celular materna. É um organismo estranho que conserva o eco da mãe e do pai. A própria fecundação é promotora de separação. A partir da décima quarta semana, o embrião, que se chamará feto, está perdido no oceano do ventre materno, está só. No futuro, o nascimento, o crescimento, o estado adulto re-evocam a solidão originária. Socialmente, então, reconhecemos com clareza a solidão. Pensemos nos milhões de crianças abandonadas no mundo que vagueiam sozinhas, sem una meta precisa. Os nossos velhos, quantos não são abandonados na cidade anónima? Quantas famílias, cada vez mais estranhos uns aos outros, vivem isoladas no horror da televisão.Quantos rapazes estão sós, na prisão dourada do seu Walkman. Quantas pessoas, "robotizadas" pelo trabalho, pela espada de Dâmocles do despedimento, pela desocupação, não são constrangidas a uma solidão forçada? O abandono e, portanto, a solidão, não poupa ninguém. O próprio Deus, sendo uno, está só.

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Comentários sobre O Homem e a Solidão

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  1. O Homem e a Solidão

    Paulo Sérgio

    sábado, 1 de julho de 2006

    Se prestarmos atenção aos sinais, veremos que na verdade, quanto mais pseudamente sábio ou ilustrado o homem, mais distante ele se encontrará de seus semelhantes. Paradoxalmente, menos se sentirá só. Então diremos não haver lógica no raciocínio "lógico" dos doutores que se limitaram aos bancos limitados das Universidades e que falam sabiamente e acenam de modo estupido.Melhor sertia qu e se estudasse o significado dos símbolos hebráicos antes de qualquer"viagem ao desconhecido".

  2. O homem e a Solidão

    Edna Maria

    quinta-feira, 19 de julho de 2007

    Thynus..boa noite Solidão, só é solidão quando atinge a alma..Podemos estar solitários, por não ter nada a dizer aos que nos rodeiam...porém podemos nos sentir bem ao observar o mundo que nos rodeia e constatar que Solidão é mais comum do que se espera...Parabéns pelo abstrato. um abraço

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