Em tempos de Dan Brown, esse é
um livro excelente de
mistério de qualidade, tendo como pano de fundo a
Igreja e
suas discussões, neste caso, se Cristo teria sorrido ou
não.
O que dizer, além de que é ótimo?? É um livro com
narrativa
labiríntica (qualquer semelhanca com a internet não é
mera
coincidência!), isto é, com várias camadas. Num
primeiro
momento temos as aventuras de Guilherme de Baskerville
(Sherlock Holmes de batina...) e seu discípulo Adso
(elementar, meu caro Watson...) na investigação de sete
crimes em sete dias; há o debate sobre a riqueza e
pobreza
da Igreja; entre o racionalismo e o misticismo;
questões
filosóficas(como - onde está a Verdade?); muita ironia
e
uma história de ficção amparada em vários aspectos
históricos (a chamada metaficção histórica), numa trama
de
verdadeiro romance policial, que prende o leitor até o
fim.
É muito intrigante o sucesso que esse livro faz no
mundo
inteiro, afinal, embora seja excelente, sabe-se que não
esse livro não pertence à fórmula dos best sellers,
pois
é longo, tem vários trechos em latim (e que é um lapso
cultural para quem não domina a língua, mas não
compromete
a história, de qualquer forma...), há várias descrições
(hilária a descrição em vários parágrafos dos óculos de
Guilherme!!), enfim, parece-se mesmo com um livro de
memórias de um monge curioso com uma mente
medievalista...
Provavelmente o que tanto agrada a tantos leitores é a
estrutura de romance policial, aliada à realização do
filme
baseado na obra... (aliás, uma curiosidade: quase
metade da população italiana que
conhece a história
pensa que o autor do livro é, nada mais, nada menos que....
- Sir Sean Connery, o ator que faz o
"Sherlock Holmes" religioso!!!)...
Enfim, o que realmente importa é que este é um dos
livros
italianos mais vendidos no mundo e demonstra que nem
tudo
está perdido, que ainda há leitores interessados em
leitura
de boa qualidade!!!
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