Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade ) Relação de poemas Sentimento de Mundo
Confidência do Itabirano
Poema da Necessidade
Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte
Tristeza do Império
Operário no Mar (prosa)
Menino Chorando na Noite
Morro da Babilônia
Congresso Internacional do Medo
Os Mortos de Sobrecasaca
Privilégio do Mar
Inocentes do Leblon
Canção do Berço
Indecisão de Méier
Bolero de Ravel
La Possession du Monde
Ode no Cinqüentenário do Poeta Brasileiro
Os Ombros Suportam o Mundo
Mãos Dadas
Dentaduras Duplas
Revelação do Subúrbio
A Noite Dissolve os Homens
Madrigal Lúgubre
Lembrança do Mundo Antigo
Elegia 1938
Mundo Grande
Noturno à Janela do Apartamento Sentimento do Mundo é um livro composto de 28 poemas, publicado no ano de 1940, por Carlos Drummond de Andrade, tendo como principais temas a solidariedade humana e um mundo novo. O primeiro poema leva o nome do livro e, entre as peculiaridades do escritor estão o tom irônico, especialmente no poema Canção da moça Fantasma de Belo Horizonte em que ele conta a história de uma moça que morreu virgem e que depois de virar fantasma sai pelas ruas procurando um namorado. E se pensa que pára por aí, não. O poeta preocupa-se com o presente em versos como o tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente e, assim, durante todo o livro ele se revela ao citar cidades por onde passou - Itabira, sua terra natal, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, onde viveu a maior parte de sua vida. Em Confidência do Itabirano , ele fala da dor em olhar a fotografia estampada na parede de sua cidade de origem. O professor Antonio Sérgio Bueno, professor de Literatura Brasileira do Núcleo de Estudos Paidéia, afirma que nesta obra Drummond se abre para o mundo: "em vários poemas, ele dará a sua dimensão de mundo, admitindo que o coração dele é menor que o mundo". É de se levar em conta, que quando o autor escreveu o livro, ele estava na década de 30, época marcada pela ideologia do fascismo e do comunismo que se radicalizada e, para os socialistas, o socialismo seria a luz no fim do túnel, o novo mundo que surgia. No poema Elegia , ele fala da aurora que se opõe à noite, uma alusão à destruição do simbolo do capitalismo. Segundo o professor Sérgio Bueno, há também, na obra,aspectos contraditórios como a oposição entre fé e o desânimo do futuro. Nas estrofes de Canção do Berço , Drummond nos diz O amor não tem importância, A vida é sem importância.
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