Se o Presidente Lula conhecesse a fábula do Galo e da
Raposa, certamente teria evitado as sucessivas crises que seu governo
vem enfrentando. A fábula conta história de uma
raposa dissimulada que encontra um galo, e diz a ele, que os animais haviam resolvido que seriam todos amigos, e que entre eles não haveria mais rivalidades, ou seja, ninguém comeria ninguém, daquele dia em diante. Não haveria mais rivalidades e todos viveriam na mais perfeita harmonia. O galo, do alto do seu poleiro, demonstrou entusiasmo com a feliz notícia. Mas, ao ver que alguns cães se aproximavam, sugeriu à raposa que esperasse a chegada destes, para comunicar-lhes a boa nova e confraternizarem juntos. Repentinamente, a raposa se retirou em disparada, sem deixar vestígios.
Matilhas não faltaram a Lula, que ainda hoje poderia fazer uma revisão nos processos de privatizações feitos por seu antecessor. Talvez até fosse uma espécie de interação necessária a um governo que sucede o outro e ao mesmo tempo esclareceria as dúvidas de eleitores atentos. Acreditar na raposa foi no mínimo uma ingenuidade patética, pois galo sábio não cai em conversa de raposa esperta, porque sabe que o seu poleiro é alvo de cobiça. O poleiro por estar mais próximo do céu, oferece privilégios e proteções invisíveis.
Às vezes é mais proveitoso ler uma ingênua fábula e transforma-la num ensinamento útil do que seguir a máxima de Maquiavel; de que os fins justificam os meios.