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Shvoong Home>Livros>Resumo de Micro HISTÓRIA

Micro HISTÓRIA

Resumo do Livro   por:tocqueville     Autor : Carlo Ginzburg
ª
 

CARLO GINZBURG

O PERFIL DA MICRO-HISTÓRIA PODE SER ELENCADO POR TRÊS PONTOS:

(1) RECUSA DO CONCEITO VAGO DE MENTALIDADE;

(2) PREOCUPAÇÃO COM O POPULAR;

(3)VALORIZAÇÃO DAS ESTRATIFICAÇÕES E DOS CONFLITOS SOCIOCULTURAIS COMO OBJETO DE INVESTIGAÇÃO;

MAIOR EXEMPLO DO COLOCADO ANTERIORMENTE É A FAMOSA OBRA:

"IL FORMAGGIO E I VERMI"

"

Eu disse que segundo meu pensamento e crença tudo era um caos [...] e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses formam os anjos. A santíssima majestade quis que aquilo fosse Deus e os outros, anjos, e entre todos aqueles anjos estava Deus, ele também criado daquela massa, naquele mesmo momento..."

CARLO GINZBURG

Essas poucas frases resumem o núcleo das idéias defendidas por Domenico Scandela, o moleiro conhecido como Menocchio, diante dos inquisidores italianos, em 1584. Que foi condenado como herege pela Inquisição papal.

Os estudos das idéias de

Menocchio não demostram simplismente, como colocavam alguns críticos de seu livro, a cultura popular através de um único exemplo, de um único processo inquisional.

Mas sim a "circularidade cultural": presente no indivíduo (no caso

Menocchio) que embora fosse da classe "subalterna", sabia ler, e possivelmente teria lido os textos da classe dominates, filtrando-os através de valores de sua cultura camponesa.

Em fim, obra de Ginzburg abadona o conceito de mentalidade e adota o de cultura popular, definodo-a como a conjuto de atitudes, crenças, código de comportamento próprios das classes subarternas num certo periodo histórico.

Publicados desde meados da década de 80 no Brasil, os trabalhos de Ginzburg, felizmente, abriram um campo de investigação bastante promissor entre nós.

Só para lembrar dois exemplos de nossa melhor historiografia e que claramente incorporaram os passos indicados por Ginzburg, citemos o livro pioneiro no estudo da feitiçaria e das religiosidades populares no Brasil colonial, " O Diabo e a Terra de Santa Cruz ", de Laura de Mello e Souza; e...

" A Heresia dos Índios ", de Ronaldo Vainfas, que reconstrói a história de uma seita católico-tupinambá acolhida por um senhor de engenho na segunda metade do século XVI.6

Apartir desses trabalhos outros também vieram como:

" Ao sul do corpo " e de " Teatro dos vícios ", obras respectivamente de Mary Del Priore e de Emmanuel de Araújo (1993).

CARLO GINZBURG

Além de:

" Meretrizes e doutores " (1989), de Magali Engel;

" Os prazeres da noite " (1991) de Margareth Rago; dois estudos sobre o tema da prostituição entre os séculos XIX e XX.

" Ser escravo no Brasil ", de Kátia Mattoso (1982) texto que levantou a possibilidade de acordos ente senhores e escravos no cotidiano da escravidão, pondo a baixo a tese de a que a escravidão e violência física eram sinônimos.

O livro " A Escrita da História" publicado originalmente em 1991, discute as mudanças ocorridas na historiografia a partir do surgimento da corrente chamada Nova História. Para isso, vários novos temas da história, entre eles, a história das mulheres, o renascimento da narrativa, a história oral etc. São abordados. Tabém os modos de escrever a História são o ponto central da obra.

Peter Burke

De acordo com Burke, a Nova História diferencia-se da tradicional emalguns potos pontos: o paradigma tradicional diz respeito somente à história política, a Nova História, como dito anteriormente, preocupa-se com uma história total, onde tudo é histórico; a história tradicional pensa na história como narração dos grandes fatos, a nova preocupa-se em analisar as estruturas; a tradicional olha de cima, a nova, de cima, de baixo e de outros ângulos possíveis; documentos oficiais são os que interessam ao paradigma tradicional, o paradigma da Nova História aceita qualquer espécie de documento;

Junto com

Carlo Ginzburg

Publicado em: 04 fevereiro, 2010   
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