Segundo a polícia, entre 80 e 100 mil pessoas trabalham directa ou indirectamente para a Camorra, que controla 50%
dos estabelecimentos comerciais de Nápoles. Obtém os principais rendimentos do tráfico de estupefacientes, da recolha e reciclagem de lixo e do mercado de falsificações e imitações. O DDA (Departamento Antimáfia) da região descobriu que os clãs envolviam toda a sociedade no negócio da cocaína.
Reformados, trabalhadores e pequenos empresários davam dinheiro (quantias que variavam entre 100 e 600 euros) aos mafiosos, os quais investiam o dinheiro em novas transacções de droga. Num mês, recebiam o dobro.