Os macrojulgamentos dos anos 80 e 90 terminaram com os principais
capos condenados e presos. Além disso,
pela primeira vez, segundo Francesco Forgione, presidente da Comissão Parlamentar Antimáfia até 2008 e condenado à morte pelos clãs dos Sul de Itália pelas suas investigações sobre a
Ndrangheta da Calábria, "alguns empresários sicilianos recusaram pagar o
pizzo (imposto mafioso), o que agudizou a crise da
Cosa Nostra, que procura reorganizar-se para se tornar novamente invisível". Porém, o facto de a máfia siciliana não estar a atravessar o melhor período (apesar de tudo, ainda conta com cerca de cem famílias integradas por 5200 "homens de honra") não significa que estes sejam maus tempos para o crime organizado, o qual tem mais força do que nunca.