Segundo Ken Follet, são três as qualidades mais importantes que um escritor deve possuir: ser imaginativo, instruído
e obstinado. Mesmo com essas qualidades, ainda sim alguém pode ser um péssimo escritor. Mesmo Follet já escreveu péssimos livros, por isso, nessa introdução do livro de Albert Zuckerman, fala com
conhecimento de causa.
Follet descreve uma pessoa imaginativa como alguém que tem sonhos e pensamentos bem elaborados. Quem tem facilidade de viajar mentalmente por diversas situações hipotéticas, como por exemplo, de se perguntar que coisas aconteceriam se ficasse rico ou se estivesse numa ilha deserta. De ir a qualquer lugar e conhecer personagens diferentes pelo processo de pensamento e principalmente, que tem facilidade em contar histórias.
A instrução é outro requisito importante para escritores. Eles devem ter mais conhecimento literário do que a média. Muitas gente quando precisa colocar o pensamento no papel se sentem apreensivas. Isso se dá pela pouca prática de leitura e escrita. Follet afirma que para o bom escritor são necessários anos de leitura e escrita. Assim como outros profissionais, que precisam, além estudar com afinco, prática de anos para serem mestres em seus ofícios.
O conhecimento profundo da língua parece algo trivial, mas é muito importante. Para ilustrar isso, Follet nos conta que quando descobriu que havia uma sutil diferença entre “each other” e “one another”, ficou chocado, e pensou em quantas vezes tinha cometido erros com essas expressões. Ele aconselha que um conhecimento profundo da língua é a principal ferramenta do escritor, pois, mesmo que o leitor não perceba equívocos gramaticais sutis conscientemente, os escritor tem a obrigação de conhecer diferenças na sua língua se quer um bom profissional. E deve sobretudo amar a língua em que escreve.
A obstinação é um outro componente do sucesso para quem se propõe a ser escritor. A maioria das pessoas que começa a escrever um romance percebe dentro de algum tempo o quanto será difícil terminá-lo. Serão meses a fio, perdendo filmes e programas na televisão, programas com os amigos e a família ou a cervejinha no bar. Trancado dentro de um mundo criado por ele, que nem ao menos a certeza de que as pessoas se interessarão por aquela história ele tem, desiste. Poucos continuam até o fim.
Até descobrir personagens e histórias com as quais o público realmente se identificava, Follet levou vários “nãos” de seu editor, Alberto Zuckerman. Neste livro, Como escrever um Best-Seller, Follet tem a oportunidade de fazer essa introdução sobre o que Albert Zuckerman tem a ensinar a milhões de pessoas que sonham em escrever para alcançar fatias generosas do mercado editorial, e talvez até conseguir contratos com o cinema através de suas publicações.