Um dia a
dor saiu a passear, encontrou um homem que cortava de machado
e
disse: posso fazer-lhe companhia? Ele disse:
Não. não vê que estou a
trabalhar e não tenho tempo para folgar? Mais adiante encontrou uma
menina que ia para a escola e
disse; posso ir contigo? Ela
respondeu: Não. Não vê que estou apressada e não tenho tempo para
folgar?
A
dor continuou o seu trajeto cruzando o caminho de quantos foi
encontrando, sempre fazendo a mesma pergunta e obtendo a mesma
resposta. Cansada de vagar e procurar companhia, entrou numa casa
festiva. Tudo lá era alegria e felicidade. As taças borbulhantes
enquanto esperavam os apetitosos repastos de carne e outras iguarias.
Muitas pessoas se utilizavam do famoso tabaco cuja fumaça azulada
preenchia os ares, formando diferentes figuras. Exibicionismos,
sexolatria, tudo o que inebria os sentidos sensoriais estavam presentes.
A observadora incomum. a dor, achou o ambiente favorável. E ali se
instalou sorrateiramente. algumas horas após começou a se manifestar
naqueles cujos excessos foram cometidos.
alice martins