“Aqui é onde a
terra se despe e o tempo se deita”
Um polícia viaja para uma ilha onde funciona um lar de idosos para
investigar o assassinato do director da instituição. Num espaço confinado onde só se
pode chegar de helicóptero o polícia, possuído pelo espírito de um
detective, tenta desvendar o mistério. Todos os velhos
do lar se declaram culpados do crime e a trama adensa-se por caminhos
intrincados que nos levam ao âmago dos personagens. A varanda do
Frangipani um
romance de Mia Couto. Um grupo de velhos abandonados à sua sorte, numa
analogia a Moçambique, uma terra abensonhada, como diria o autor. Mais
do que um policial, a história é uma reflexão sobre as consequências da
guerra e o equilíbrio ténue estabelecido nos tempos de paz. A
narrativa, marcada pelas palavras inventadas e reinventadas pelo autor, leva-nos
a sentir os cheiros da terra, num ambiente onde o fantástico se torna
real e credível. É um livro escrito com paixão, “É a terra, a minha
terra! “.
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