Em a Mulher de Trinta
Anos Balzac levanta questões fundamentais da vida amorosa e
sentimental das mulheres e revela sua perplexidade diante do fracasso
do casamento. Esse retrato da alma feminina é bastante atual;
sua personagem principal, Júlia D´Aiglemont, é
uma mulher malcasada, consciente da razão de seus sofrimentos
e revoltada contra a instituição imperfeita do
matrimônio. Talvez o título mais conhecido de Honoré
de Balzac. Foi este romance que originou o termo balzaquiana para
designar mulheres mais maduras. Neste livro o autor penetra de
maneira ampla e generosa na alma feminina, a ponto de merecer de sua
amiga Zulma Carraud as seguintes linha: Você tem uma
inteligência do coração das mulheres que nunca
foi dada a nenhum outro homem... nunca um homem conseguiu entrar mais
fundo na existência delas.... Balzac, em A mulher, foi um
precursor do feminismo, ao mostrar Julie, a infeliz heroína,
às voltas com problemas fundamentais da vida amorosa e
sentimental das mulheres e com o fracasso do casamento.