Veneno de rato virou supercondutor Um novo
material supercondutor foi descoberto nos EUA e pela primeira vez não se
tratava de uma cerâmica. A mais recente substância é usada como veneno de rato, o tálio. O
material exibiu propriedades supercondutoras a 148°C negativos, um ganho respeitável em relação ao recorde de – 175°C obtido em 1990,, com um composto de ítrio, bário e cobre e ainda um avanço sobre os –159°C da recente cerâmica á base de bismuto. O feito dos americanos, logo repetido pelos japoneses, foi também significativo porque prova que a supercondutividade não era privilégio das cerâmicas, o que ampliou enormemente o campo das pesquisas. Além disso, o tálio é mais estável que a cerâmica, ou seja menos sujeito a interferência das substâncias presentes no ar. Enfim é também mais maleável, o que deverá facilitar a sua utilização como fio elétrico.