Interessante obra do genial Millôr Fernandes, transformada em peça teatral, Pigmaleoa conta, de maneira bem humorada, a história de uma
família que vive em Copacabana, Rio de Janeiro, mas poderia ser em qualquer outro lugar do país, relata características próprias do povo brasileiro.
Por um
lado, interesses na construção de edifícos e complexos empresariais, substituindo o cenário de
casas e sobrados, em nome de lucro certo.
Por outro lado, a dona de uma destas casas, a propósito, a última casa disputada para desapropriação, é uma mulher que pertenceu à alta sociedade e, mesmo atravessando
problemas financeiros, não deseja
deixar transparecer sua situação e, muito menos, deixar o "status", já inexistente, de colunista social.
Além dela, seu filho também representa um papel importante no que diz respeito à soberba, mesmo sendo ele, vazio e frustrado.
Esta situação, por si só, representaria certeza de um ótimo enredo, mas, o autor segue adiante, introduzindo uma sobrinha mineira,
cleptomaníaca, que resolve passar uns dias na
Casa da tia, fazendo com que certos problemas familiares que pareciam esquecidos e enterrados, voltem à tona em um momento extremamente inoportuno
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