O livro
Inclusão social na
escola, de Antonio Feltrin, busca resgatar dentro da pratica pedagógica a identidade, a dignidade, o respeito e os direitos das pessoas com NEE e das pessoas que trabalham em prol desta causa, confrontando a pratica com a teoria. Ele aborda suas experiências sobre as diversas circunstâncias de sua vida profissional, com exemplos de
alunos e professores que viveram no
dia-a-dia o problema da “diferença” entre as pessoas.
É feita uma analogia, onde se retrata a desigualdade desde os tempos antigos da historia da humanidade até os dias de hoje que se manifesta de maneira às vezes dramática na escola, quando alunos “diferentes” são rejeitados pelo padrão de um ensino rígido abstrato e desconhecedor da originalidade pessoal de cada um. O autor discorre o livro em quatro capítulos, desenvolvendo uma linguagem que foi e é vivenciada por muitos hoje.
No capitulo I, são diagnosticas algumas considerações abordadas teoricamente e na prática do dia-a-dia, as experiências sobre a punição na sociedade, que refletem de formas vivenciadas através das pessoas. Essas diferenças causaram e causam grandes problemas sociais que infelizmente produzem as desigualdades e o desrespeito pela dignidade das pessoas.
No capítulo II é abordado sobre a Escola
inclusiva, como um espaço para todos, onde a escola tradicional que considerava seus alunos como iguais teve que mudar seus métodos e conceitos em relação aos alunos “diferentes”. Foi então incentivado
trabalhar as desigualdades, o pré-conceito para chegar aos limites da problemática da diferença. O autor fala de alguns autores como Seamus Hegarty, Vygotsky, Bandura, Piaget, entre outros que vêem contribuir falando da importância da inclusão, da interação do individuo com o outro para a produção do desenvolvimento e das transformações e do construtivismo em que o individuo é o construtor do seu próprio conhecimento.
Na Escola Inclusiva o processo educativo deve ser entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo possível do normal. O alvo a ser alcançado é a integração da criança com NEE na escola. Uma Escola Inclusiva deve ser uma escola líder em relação às demais, fazendo da “diferença”, uma alternativa de ensino e participação de todos.
No capítulo III, o autor busca analisar situações concretas vivenciadas no dia-a-dia das pessoas que sofrem pré-conceitos por terem algo que chama atenção de outras pessoas, e muitas das vezes são motivos de chacotas e apelidos, tornando-se difícil o relacionamento com o outro. Enfatiza que o mais notado em relação ao “diferente” é algo negativo na pessoa que a deixa mais fora da do contexto social.
O autor expõe muito bem sobre a motivação na sala de aula, o professor deve ter uma visão holística da sala de aula, conhecer não só o conteúdo, mais principalmente seus alunos que inicia o processo de aprendizado desde o seu nascimento que muitas das vezes é tolhido por falta de um acompanhamento, de apoio ou esclarecimento. O professor deve ser um ponto de referência para o aluno, motiva-lo será a melhor forma de fazê-lo participar com animo das aulas, desenvolvendo o conhecimento já adquirido.
São reflexões que devem ser avaliadas com carinho para ai tomar decisões de mudanças de novas propostas educacionais em nossas escolas e em uma organização curricular idealizada e executada pelos seus professores, diretor, pais, alunos, e todos os que se interessam pela educação na comunidade em que a escola se insere.
São expostos também casos de indisciplina, onde o autor falar do por da indisciplina escolar e quais as causas que levam o aluno a ser indisciplinado, que se torna um problema muito serio e até grave se a escola não souber contornar a situação. O aluno já carrega de casa seus costumes e problemas que com certeza são conseqüências de algo que aconteceu com ele. Cabe aí trabalhar em conjunto a escola, o professor e a família, buscando em sintonia verificar o que pode estar acontecendo e assim trabalhar em cima das necessidades e conflitos que ele deve estar passando em casa, ou mesmo na escola.
No capítulo IV, são levantadas hipóteses e soluções que possam viabilizar formas de se trabalhar as questões da diferença na escola dentro da realidade de hoje, trabalhando especificamente a inclusão, a disciplina adaptada ao aluno, a capacitação do profissional, envolvendo as partes principais que são o aluno o professor e a escola através de um retorno desenvolvido pelo trabalho aplicado.
Contudo, segundo o autor deve haver um estudo de cada caso para termos uma solução definitiva, que vá dar suporte ao profissional, ao aluno, a instituição para assim fazer realmente a inclusão de forma que todos se envolvam. É importante também que não se prendam somente a teorias, é indispensável que olhem primeiramente para o aluno como um ser único, que pensa, age e tem seus costumes, e desenvolva a pratica junto com a teoria de forma que trabalhe verdadeiramente com a pedagogia e a diferença em sala de aula diariamente.
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