" O caso da
vara" é narrado e terceira pessoa e tem como personagens principais, Damião e Sinhá Rita. A trama é a seguinte: o moço Damião foge do seminário porque não quer seguir a carreira eclesiástica. Esta havia sido escolhida pelo
pai. Sem saber a quem recorrer, refugiou-se na casa de Sinhá Rita, viúva com quem seu padrinho, João Carneiro, mantinha certas relações não bem entendidas pelo
rapaz. Ao explicar o seu desgosto pelo seminário, Sinhá Rita decide ajudá-
lo. Por isso, manda chamar João Carneiro a fim de que ele intercedesse junto ao pai de Damião. Enquanto isso, ela tenta animar o rapaz. Este em pouco tempo, está a vontade, contando anedotas. Uma delas é muito festejada pela negrinha Lucrecia, criada em casa, que estava na sala, trabalhando em uma almofada de renda. Sinhá Rita, percebendo a desatenção da menina com o trabalho, ameaça: " - Lucrecia, Olha a vara." Isso significava que, se ela não terminasse a tarefa até a
noite, seria punida. Como ela havia parado para ouvi-lo, Damião resolve que a protegeria, caso a Sinhá Rita resolvesse surrá-la com a vara. João Cardoso é colocado a par da situação logo que chega e, muito contrariado, aceita a incumbência determinada por Sinhá Rita. Mais tarde, envia um
bilhete, dizendo que o pai do rapaz ainda resistia à idéia de ver o filho fora do seminário. Ao bilhete, Sinhá Rita assim responde: "- Joãozinho, ou você salva o moço, ou nunca mais os vemos." Percebe-se, portanto, que a atuação de Sinhá Rita era fundamental. À noite, quando era hora de recolher os trabalhos, Lucrecia não tinha terminado o seu. Sinhá Rita, irada, pega amenina pela orelha e pede a Damião que lhe alcance a vara. Damião vacila, mas decide proteger a si mesmo e, apesar das súplicas de Lucrecia, alcança a vara. *Com esse
conto, o autor parece confirmar a afirmação que aparece em " A Cartomante" de que " a virtude é preguiçosa e a vara(...) ; só o interesse é ativo e pródigo."
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