Alguns fabricantes usam a adição de vitaminas e minerais como argumento de venda, estimulando o consumo de produtos sem interesse para a maioria dos consumidores. Atrair o consumidor Os maus hábitos alimentares estão cada vez mais instalados. A indústria tenta tirar proveito do fenómeno, apostando nos produtos fortificados para redimir os pecados à mesa. Na maioria dos casos, trata-se de um argumento de venda. O
organismo pode ter necessidades acrescidas, por exemplo, na gravidez, em dietas de baixo valor calórico ou devido a uma doença. Mas esta adição é inútil em situações normais.
Uma dieta equilibrada fornece todos os nutrientes em quantidades mais do que suficientes. Por exemplo, um pequeno-almoço que inclua
leite e cereais; uma peça de fruta e tostas a meio da manhã; um almoço à base de
sopa,
carne grelhada, salada e fruta; um lanche constituído por pão com manteiga e iogurte; sopa, peixe grelhado e fruta ao jantar; e um iogurte líquido e tostas antes de dormir suprem todas as necessidades em vitaminas e minerais.
Se adicionar produtos fortificados sem necessidade, facilmente pode cair numa situação de excesso, prejudicial para a saúde.
Adição pouco interessante Quase todas as gorduras para barrar adicionam as vitaminas A, D e E para imitar o perfil nutricional da manteiga. Por vezes, são acrescentadas vitaminas do complexo B e
cálcio.
O pão de forma apresenta um enriquecimento em várias vitaminas, cálcio e
ferro ou magnésio.
No leite, as vitaminas C, D e E e o cálcio são os mais frequentes.
Praticamente todos os cereais de pequeno-almoço são fortificados. Estão entre os alimentos com mais adição de vitaminas e minerais, sobretudo do complexo B e ferro. Têm o mérito de incentivar o consumo de leite, mas alguns apresentam poucas fibras e muitos açúcares.
Os produtos para achocolatar o leite têm um aporte significativo em vitaminas do complexo B e minerais, mas são ricos em açúcares.
Apesar de terem um interesse nutritivo limitado, as bolachas estão entre os alvos preferenciais de fortificação. As vitaminas variam muito, mas a B6, cujas carências são raras entre nós, é das mais frequentes. Quanto aos minerais, o cálcio é o mais usado.
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