Ah as mulheres! Tão frágeis e belas. Fruto da mais divina das criações, comprovação científica da existência impalpável de um ser infinitamente superior, que precisou da solidão do caos para criá-la com a mais emocionada inspiração, com a doçura do mel, com a textura das brisas refrescantes, com o perfume e o viço das flores anuais. Tudo que havia de bom foi colocado na criação da mulher.
Mas em paralelo com a obra do criador, a evolução
tratou de proceder algumas adaptações que, convenhamos, podiam não ter ocorrido... Vieram a tpm, a menopausa, as rugas, a celulite, os maridos, o mau
humor...
Já o homem, lobista como sempre, tratou de dar uma mãozinha para a natureza e vem gradativamente corrigindo os desvios da estética
feminina; primeiro nossos antepassados, homens das cavernas, arrastando-as pelos cabelos, num tratamento precursor do hoje, doloroso peeling. Alguns séculos se passaram e Ovídio, em seu manual de embelezamento
feminino A Arte de Amar, ensinou que era necessário à mulher um toque a mais de
feminilidade, perfumes, enfeites, produção enfim... Depois a pílula, hormônios sintéticos, o divórcio, o silicone, o botox e agora o polimetilmetacrilato... Dizem que é mais eficiente que o Photoshop, corrige todas aquelas imperfeições... É a
beleza esculpida por um cirurgião que a cada dia se transforma num artista plástico moldando rostos e corpos, por isso cuidado na escolha, sempre existirão novos Salvadores Dali...
Hoje você, heróico canhoneiro, que pensa em cortar as relações com esses remanescentes espécimes femininos, ainda desprovidos natural ou artificialmente de belezas, seres próximos da extinção, deve pensar duas vezes, mulheres feias tendem a valorizar e certamente ainda serão raridade e, por isso, um bom investimento!
As maravilhosas mulheres procuram ser entendidas e como o homem jamais conseguiu fazê-lo, a evolução tratou de resolver a questão: ninguém entende a alma da mulher como os gays. Talvez o
fato de não se interessarem sexualmente por elas, permita a eles uma visão menos interessada ou quem sabe se esse próprio e complexo entendimento da alma feminina não seja o fator que acabe desinteressando-os pelo sexo feminino. O fato é que jamais conseguirei entender as mulheres, só as amo...
Essas doces representantes da feminilidade são a alavanca do mundo; imagine, por exemplo, o que seria do mercado de calçados sem aqueles pezinhos, ícones de todos os fetiches... Você começa a conhecer uma mulher pelo número de calçados que ela possui... Nunca confie numa mulher com mais de seiscentos ou com menos de vinte pares... De um lado ficam as perdulárias, do outro as sovinas... Não haveria economia sustentada apenas por nós homens, que perdemos no mercado consumidor até para os animais de estimação... Economicamente somos menos importantes que cachorrinho de madame!
Mais resumos sobre Que me Desculpe Vinícius