UM LIVRO QUE SURPREENDE PELO QUE REVELA NO SEU GÊNERO, UMA DAS RARAS AMOSTRAS DA LITERATURA POLICIAL BRASILEIRA.
O
escritor cria situações das mais enredadas, em que se envolve a sagacidade policial para descobrir os autores dos mais enredados crimes.
CONSIDERAÇOES SOBRE O AUTOR E SUA OBRA
LUIZ LOPES COELHO já se definiu como o melhor escritor brasileiro dentro da literatura do gênero policial. Muitas são as obras dessa espécie escritas por renomados autores estrangeiros e que aportam entre nós sob os mais calorosos aplausos.
Não aceitando a tese de alguns derrotistas que tal tipo de narrações não podia jamais encontrar ambiente nas letras aborígenes. Luiz Lopes Coelho tem provado o contrário com seu magnífico
talento. No Brasil, também, com as próprias cores de nosso nacionalismo se pode dar esplêndida nuança a essa faceta palpitante da literatura. Para isso dentro da marcha dos acontecimentos policiais, fugindo aos casos mais rotineiros. e também nisso empenhando a sua brilhante imaginação, o notável escritor paulista foi buscar elementos que o consagraram como verdadeiro mestre no assunto.
Tanto O Homem que Matava Quadros como A Morte no Envelope são livros que apontam as excelentes qualidades de Luiz Lopes Coelho no gênero a que se vem dedicando desde sua estréia nas letras.
A voz unânime da crítica reconhece o valor de suas obras. Entre os que comentaram seus livros, houve quem dissesse: "Repletas de
mistério, suspense e situações imprevistas. as histórias de Luiz Lopes Coelho apoderam-se do leitor e proporcionam-lhe horas de inesquecível e emocionante entretenimento."
E aplaudindo o seu talento:
"Autêntico mestre do gênero, considerado pela crítica o Simenon brasileiro, o autor sabe inventar enredos intrincados, deslindá-los logicamente, criar atmosfera adequada, e, ao mesmo tempo. dar a cada uma de suas páginas tratamento literário da melhor qualidade."
Na verdade. seus contos estão cheios de tramas surpreendentes, cativando a atenção do leitor a cada linha e levando-o quase de um só fôlego até o desfecho.
São sete as histórias que compõem o livro "O Homem que Matava Quadros."
Toma o título da obra um de seus mais interessantes contos.
Diz uma velha máxima que um soneto deve ser aberto com chave de prata e fechado com chave de ouro. E foi somente com chave de ouro que Luiz Lopes Coelho abriu e fechou o seu livro. O primeiro. que fala da morte da encantadora Doraci, é de grande validade pelos pormenores que cercam o mistério. desvendado no final de maneira quase abrupta. A narração feita na primeira pessoa conduz os fatos para um desfecho inesperado.
Depois vem o "Grito de Horror no Abaeté". mostrando o fim trágico de um marido enciumado e desesperado.
O melhor do livro está no terceiro conto. aquele que dá título ao livro. onde o autor deixa exposto todo o brilhantismo de seu talento.
O leitor também se empolgará com "A Escultora Cinzela a Morte"
No quinto conto. mais uma vez, o célebre personagem que o autor criou para figurar em suas histórias, o arguto delegado Dr. Leite, se vê às voltas com um dos casos mais intrincados de quantos já passaram por suas diligências, pois são três os suspeitos em torno de um misterioso crime.