Evangelho de Mateus. Membro do grupo inicial dos 12 apóstolos escolhidos pessoalmente por Cristo, pouco se sabe da vida de Mateus. Era um
publicano, cobrador de impostos sobre produtos importados. Esse serviço era uma concessão da autoridade romana, e por isso o publicano muitas vezes cobrava taxas superiores às estabelecidas, a fim de ressarcir custos e receber sua remuneração. Essa prática atraía o ódio do povo. Nessa profissão era necessário um registro acurado das atividades; por isso, é de supor que Mateus falava e escrevia bem sua língua materna e provavelmente o grego.
Obra destinada primordialmente a demonstrar a universalidade da missão de Cristo, em quem se cumpriram as profecias, aos judeus recém-convertidos, o livro de Mateus segue o esquema típico dos sinópticos: a atividade de Jesus na Galiléia, o sermão da montanha, os milagres, as parábolas, as incompreensões e ameaças, a entrada triunfal em Jerusalém, o sermão contra os escribas, ou doutores da
lei, o ódio dos fariseus -- partido religioso que defendia uma rígida ortodoxia em relação à lei judaica -- a crucifixão e as aparições de Jesus e suas recomendações para a divulgação do Evangelho a todos os povos.
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