De um lado, maravilhas do engenho
humano como a robótica, a nanotecnologia, a internet, os satélites de comunicação, que transformam o mundo, diminuem distâncias e fazem com que as pessoas interajam instantaneamente. De outro, os
riscos decorrentes da microbiologia e da engenharia genética, por exemplo, com seus
graves dilemas éticos e morais.
No meio de tudo isso, o ser humano ao mesmo tempo embevecido diante dos avanços da tecnologia, e perplexo perante as conseqüências nefastas que ela pode
produzir: exclusão, concentração de renda e degradação ambiental.
Mas, afinal de contas, essa capacidade de produzir cada vez mais e melhor, que não cessa de crescer, é realmente sinônimo de
progresso? Eis a grande questão levantada pela obra
O Mito do Progresso, de Gilberto Dupas.
Trata-se de um
livro de reflexão sobre o que está por trás de toda a magia das novas tecnologias (transformadas pela propaganda em objetos de desejo), e dos graves riscos à própria sobrevivência da humanidade que este mesmo progresso pode acarretar. Um livro oportuno.
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