Escreva seu
resumo aqui..
Bill Bryson conseguiu o
impossível. Juntou em um livro de 484 páginas, os capítulos mais importantes do
saber. Com um talento surpreendente, ele inicia a trajetória do "Breve
história..." sobre o Cosmo. Daqui, partimos da teoria do Big Bang para
tentarmos compreender o básico a respeito de astronomia. Bryson não está
preocupado com as eternas questões "de onde viemos...", mas sim, em
expor como podemos ter uma vaga idéia do
Universo - e de nossa insignificância.
Números gigantes - que ocupam duas linhas - irão deixar o
leitor perplexo. Do
Big Bang... ou melhor, do que veio depois dele, vamos encarar uma expansão
inflacionária do Universo. A seguir, outras teorias, como a de Guth, que
especula o momento em que surgiu a gravidade;como Bryson diz,
"ridiculamente breve". Em seqüência, apareceu o eletromagnetismo e as
forças nucleares, forte e fraca. E assim vai.
A Parte II é
dedicada à
Terra - ele explica como a
humanidade teve problemas para definir o
tamanho de nosso planeta. São
inusitadas as vastas experiências ocorridas em nome da ciência (ok, certo que
alguns estudiosos queriam apenas os louros....). Logo no início do capítulo,
ficamos a
par de um dos métodos utilizados para compreendermos o tamanho de
nosso planeta: triangulação.
Para cada explicação, há uma história por trás, e Bryson
sabe remeter o leitor para defrontá-la, sem nunca, porém, esquecer o fio da
meada. No caso, a triangulação era uma técnica popular por volta dos anos 1700,
baseada no fato geométrico de que, se a pessoa conhece o comprimento de um lado
do triângulo e o tamanho de dois de seus ângulos, pode calcular todas as outras
dimensões sem sair de sua cadeira. Hiparco de Nicéia, em 150 a.C, já usara esse método
para medir a distância da Terra à Lua.
No capítulo III, damos um salto ao universo em pequena
escala. Vamos nos deparar com o autor da frase.... "Há duas coisas
infinitas: o Universo e a estupidez humana". Sim, trata-se de Einstein.
O revolucionário da física não poderia deixar de estar presente. No entanto, o
capítulo se inicia com nomes de pesquisadores nada familiares, como J. Willard
Gibbs. Ele e muitos outros poucos conhecidos, deram sua contribuição. No
decorrer do livro, o leitor irá ficar a par de disputas, desentendimentos e
injustiças no mundo da ciência... onde também há vaidade...
A parte IV é dedicada ao interior de nosso Planeta. Ora, o
que é um vulcão? E uma caldeira? Como geólogos encontraram estas últimas? Na
quinta parte, páginas separadas para a biologia. Bryson começa explicando sobre
a pressão. E ele nos apresenta Umberto Peliazzari, o homem que conseguiu
mergulhar mais fundo sem equipamentos: impressionante 72 metros.
Por fim, o último capítulo é um resumo da história da
ciência. Se até agora foi exposto o lado positivo, Bryson nos remete ao lado
triste, praticado por nós. O exemplo mais notório, é o do Dodô.
Significativo que mesmo com essa obra – cujo número de cópias
vendidas somente na Inglaterra superou dois milhores - nós continuamos a
praticar barbáries. Basta conferir o que fazemos contra a Floresta Amazônica...
e a revoltante caça às baleias, entre inúmeros outros exemplos lamentáveis.
Nosso planeta é
resultado de inúmeros mistérios, ainda não esclarecidos; vivemos em delicado
equilíbrio, mas infelizmente nós, os seres superiores, teimamos em procurar a
destruição.
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