Vou estar lhe
ofendendo
Já temos a tevê digital. Não sabemos exatamente para que serve, e fique tranqüilo, porque não servirá para nada durante um bom tempo. Ando
farto, muito farto de lê a cada semana que minha vida vai
passar por uma revolução que nunca vem nunca acontece. Continuo a passar muitas horas em engarrafamentos. Continuamos sem poder viajar de avião, continuamos a matar milhares por anos nas estradas e continuo tendo de ir a cartórios, “batendo xeroque com firma reconhecida”.
Mas tudo está Hipermoderno.
Empresas de telefonia e operadoras de tevê continuam na liderança absoluta e indiscutível das reclamações. Nem sempre recebemos o recado na hora certa ou temos sinal, e continuamos a pagar, todo mês, para assistir a programas repetidos.
Mas a grande sacada dos mega-hiperblaster-empresários foi o telemarketing. A terra de ninguém. O buraco negro. O vácuo absoluto. Durante o tempo, continha minha irritação sabendo que aquele, ou aquela, atendente não tinha culpa e de fato não poderia fazer nada alem de despejar uma quantidade jamais pensada de gerúndios em meus ouvidos.
Mudei. Agora, depois da segunda tentativa sem sucesso de obter alguma solução, eu digo: “me desculpe, mas eu vou estar lhe ofendendo porque você, sim, é culpada de ter aceitado trabalhar para uma empresa ordinária que presta um serviço ordinário aos seus clientes”.
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