FRANKLIN TÁVORA Nascido em Baturité, Ceará, a 13 de
janeiro de 1842, João Franklin da Silveira Távora mudou-se ainda criança para Pernambuco. Em 1859, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde se formou em 1863. Em 1868, ingressou na política, elegendo-se deputado provincial em Pernambuco. Dois
anos depois, com o apoio de D. Pedro II e de Antônio Feliciano de Castilho, de passagem pelo Brasil, lançou as
Cartas de Semprônio a Cincinato, atacando José de Alencar, criticando sobretudo os romances
O Gaúcho, execrado pelo fato de seu
autor escrever sobre um lugar onde nunca estivera, e
Iracema, apoiando-se no que ele acreditava serem incorreções gramaticais daquele
escritor. Távora defendeu uma literatura nordestina, acusando o sul do País de receber influência exageradas do estrangeiro. Como escritor, nunca foi dos mais notáveis; faltam alma às suas personagens e sensibilidade a sua pena. É considerado um autor de transição entre o Romantismo e o Realismo. Fundou e dirigiu várias publicações, foi secretário da presidência da Província do Pará e trabalhou na Secretaria do Império. Faleceu aos 46 anos, no Rio de Janeiro, a 18 de Agosto de 1888. Obras PrincipaisFranklin Távora (1842 – 1888) – A Trindade Maldita; Os Índios do Jaguaribe; A Casa de Palha; Um Casamento no Arrabalde; O Cabeleira; O Matuto; Lourenço; Sacrifício; Lendas e Tradições Populares do Norte; (teatro); Um Mistério de Famílias; Três Lágrimas; (crítica), Cartas de Semprônio a Cincinato.
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