ÁLVARES DE AZEVEDO
Manuel Antonio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo, em 1831. Em 1848, matricula-se na
Faculdade de Direito e inicia um período de intensa produção literária, ao mesmo tempo em que se manifestam os primeiros sintomas de tuberculose. A partir de então, revela verdadeira fixação pela idéia da
morte, deixando-a clara em várias cartas à mãe, à irmã (suas confidentes) e aos amigos. Morre em 1852, antes de completar 21
anos.
Álvares de Azevedo foi responsável pelos contornos definitivos do mal-do-século em nossa literatura, produzindo uma obra influenciada por Lord Byron e Musset. Dos poetas europeus herdou o
spleen (em inglês, ‘laço’, também ‘melancolia’), estado depressivo, melancólico, que leva ao sarcasmo, à ironia, à autodestruição. A morte foi presença constante em sua vida e essa vivência transparece em seus textos: a morte prematura de seu irmão, a morte de colegas de faculdade, a “dor no peito” que acompanhava suas noites de febre e que cedo o levaria. Suas poesias falam, também, de
amor, de um amor sempre idealizado, irreal, povoado de donzelas ingênuas, virgens, sonhadas,
mulheres (ou melhor, vultos) misteriosas. Irrealizável, o amor; inatingíveis, as mulheres.
Obras Principais:
2ª Geração
Álvares de Azevedo (1831-1852) – Lira dos Vinte Anos; O Conde Lopo (poesia); Noite na Taverna; O Livro de Fra Gondicario (prosa); Macário (teatro).
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