Numa atmosfera lendária, de exótica poesia, desenrola-se a história triste dos amores de Martim, primeiro colonizador
português
do Ceará e Iracema, jovem e bela Índia Tabajara, filha de Araquém, pajé da tribo. Martim saíra a caça com seu amigo Poti, guerreiro pitiguara, e perdera-se do companheiro, indo ter aos campos dos inimigos Tabajaras.
Encontra Iracema, que acolhe na cabana de Araquém, enquanto volta Caubi seu irmão, que reconduziria o guerreiro branco, são e salvo às terras pitiguaras. Iracema, porém, apaixona-se por Martim, traindo o segredo da Jurema, que guardava como Virgem de Tupã. Acompanha o esposo deixando na sua tribo um ambiente de revolta acirrado pelos ciúmes de Irapuã, destemido chefe Tabajara. Desencadeia-se a guerra da vingança, e os Tabajaras são derrotados; Iracema confunde as aventuras do amor com as amargas tristezas que despertam os campos juncados de seus irmãos. Ao remorso e a saudade outra dor se lhes acrescenta: O arrefecimento do amor de Martim que, para amenizar a nostalgia da pátria distante, ausentava-se em longas e demoradas fornadas. Num dos seus regressos encontra Iracema às portas da morte – exausta pelo esforço que fizera para alimentar o filhinho recém-nascido, a quem dera o nome de Moacir, literalmente na sua língua, filho da dor. Martim enterra o corpo da esposa e parte levando o filho e a saudade da fiel companheira.