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Amante de Lady Chatterley – D. H Laurence. Rio de Janeiro: BestBolso, 2007.
Obra publicada em 1928, na França, pois não houve editor na terra natal do
autor (Inglaterra). Nos Estados Unidos sua primeira publicação é de 1959 em versão integral e definitiva. No Brasil a obra surgiu em plena ditadura militar e foi apreendida pelo DIP, tudo por ser considerada uma “obra pornográfica”. Muitos a tacham de “literatura erótica”.
A trama acontece no limiar do século XX, numa Inglaterra conservadora. A protagonista, Constance Chatterley é casada com um aristocrata e oficial inglês, que é chamado para as frentes de batalha da Primeira Guerra e dela retorna inválido.
Constance, de criação bastante liberal é versada em política e arte. Defende a idéia de que as relações sexuais são formas de sujeição da mulher e de que há coisas mais importantes do que o
amor físico; que uma mulher pode receber o homem sem cair em seu poder, conservando-se livre intimamente, utilizando o
sexo para adquirir poder sobre ele.
Não há
cenas tórridas de início e nem predominantemente. Os personagens refletem sobre o desenvolvimento industrial que ocorre na época; sobre as massas trabalhadoras, numa visão particularmente pessimista e preconceituosa. O autor mostra a protagonista envolvida por um tédio mortificante, em volta do marido inválido e de seus amigos insípidos, até seu envolvimento com um amante a quem usa sexualmente apenas. Finalmente dá-se o
encontro com Oliver Mellors, um dos empregados de seu marido. A partir de então o autor nos premia com belas cenas de sexo, sem hipocresia, descrevendo o amor sexual com realidade, mostrando o encontro de seres que se fundem, que se completam a despeito de todas as idiossincrasias.
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