FAMA e ANONIMATO GAY TALESE PAULO DE ALMEIDA OURIVES “(...) as técnicas
evoluem, mas a imaginação permanece”. 3 – DESCRIÇÃO DA PESQUISA 3.4 - OS FAMOSOS A terceira parte do livro “Fama e Anonimato”, é concentrada nos sonhos e nas aspirações de pessoas que passaram a ser estrela, e convivem com o vaivém dos holofotes e da fama. Pessoas como o cantor Frank Sinatra; a lenda do beisebol, Joe DiMaggio; o ex-campeão de boxe, Floyd Patterson; o ator, Peter O´Toole; as capas da revista Vogue; a personalidade literária de George Plimpton, e o que um agente chamou de “gangue nova-iorquina de East Side”, de Plimpton. Estes e vários outros temas foram apresentados num estilo que se aproxima do invejável e aparentemente fácil. Talese, não foi o que se diz hoje, um “papparazzo”, ele procurou os principais artistas da sua época, e resolveu traçar um perfil de cada um deles, como o do ex-pugilista, Joe Louis; o diretor teatral, Joshua Logan, que teria uma cena de briga com uma das atrizes de seu espetáculo, justamente, quando Talese, estava assistindo ao ensaio da peça. Mas o que chama a atenção neste capítulo é como Talese conseguiu fazer um perfil de Frank Sinatra, sem conseguir entrevista-lo pessoalmente, por causa de uma simples gripe que atingira o cantor americano. “(...) e testemunhei suas mudanças de humor, sua irritação e desconfiança quando achava que eu estava me aproximando demais, e seu prazer e gentileza quando, cercado de gente de sua confiança, conseguia relaxar. Foi mais proveitoso observa-lo, ouvir as suas conversas, estudar a reação das pessoas à sua volta do que me sentar e conversar com ele, caso tivesse me concedido a entrevista”. Outro que deu trabalho para o autor, foi o ex-jogador de beisebol, Joe DiMaggio. Sobre ele, o autor conta que, (...) o modo tenso e irritado como ele me recebeu em San Francisco me valeu uma interessante cena de abertura que não apenas testemunhei, mas da qual participei, sendo expulso do local pelo próprio DiMaggio. Finalmente, ele, Talese, conseguiu descrever e fazer um relato de alguém que estava tão próximo, mas que se encaixava dentro de suas matérias, um homem misterioso, e cuja profissão ou trabalho, fugia completamente aos padrões da redação no New York Times, o “Sr. Má Notícia”. Sobre ele, o autor conta que, NIFLU o ou trabalho, fugia completamente aos padrisslato de alguisebol, Joe DiMaggio. Louis; o diretor teatral, Joshua Logan, que ter “(...) O último perfil de
Fama e anonimato (“Sr. Má Notícia”) descreve a vida de um obscuro jornalista especializado na redação de obituários, que conheci à época em que eu trabalhava na editoria de Notícias Locais do
New York Times, Escrevi sobre ele para a
Esquire, e aquela foi a primeira vez que descrevi um colega de jornalismo para os leitores de todo o país: quatro anos depois, em 1969, continuei com uma galeria desses colegas num livro sobre o
New York Times que se tornou meu primeiro best-seller,
O reino e o poder”.