• Registrar-se
  • ‎O que é o Shvoong?‎
  • Entrar
    Entrar
    Lembrar meu nome de usuário Esqueceu sua senha?

Resumos e revisões curtas

.

Shvoong Home>Livros>Fama e Anonimato_Descrição da Pesquisa_A construção da Ponte

.

Fama e Anonimato_Descrição da Pesquisa_A construção da Ponte

por : PauloAOurives    

Autor : Gay Talese
 
FAMA e ANONIMATO

GAY TALESE

PAULO DE ALMEIDA OURIVES
“(...) as técnicas evoluem, mas a imaginação permanece”.

3 – DESCRIÇÃO DA PESQUISA

 

3.3 - A CONSTRUÇÃO DA PONTE

            A segunda parte do livro, fala exatamente sobre a construção da Ponte Verrazano-Narrows, entre Staten Island e o Brooklin. Nesse capítulo, o autor, conta que ia todos os dias para a obra, para esmiuçar, tudo o que havia para ser contado em relação a construção de uma ponte. Ele não ficou apenas nisso, mas também procurou através de alguns operários, entrar em um mundo completamente diferente, o mundo dos operários, suas vidas, seus problemas, seus dilemas, conflitos, alegrias e tristezas.
            Durante meses, o autor, foi ao pátio de obras, para narrar, e ter o que contar, a respeito dessa ponte, mas não ficou só por aí, ele foi mais longe, e procurou na população dos dois lados da ponte, averiguar quais os sentimentos que os moradores tinham a respeito dessa ponte.
            A respeito de uma parte da história, Talese conta,
(...) que começaram a trabalhar em Nova York, em 1961, na construção da grande ponte Verrazano-Narrows, entre Staten Island e o Brooklin. Entre 1961 e 1964, passei todo o tempo que me foi possível no canteiro de obras da ponte, não apenas visitando os barracões dos operários de ambos os lados do rio Hudson, mas também muitas vezes pondo um capacete e misturando-me aos homens nas vigas de aço e nos cabos que se estendiam cerca de 180 metros acima do mar. Muitos desses operários de pés firmes eram índios da reserva de Caughnawaga, perto de Montreal, e vez por outra eu os acompanhei nas visitas que faziam a suas famílias nos fins de semana, achando as viagens de carro, com motoristas encharcados de uísque, muito mais assustadoras que minhas andanças nas alturas, nas estreitas vigas da ponte, em dias de mais vento”.
            Com esse relato, percebemos que o autor foi realmente um homem “serendipitoso”, pôs os sapatos na lama, e foi à luta, na caça de material que pudesse dar a matéria jornalística, não apenas um embasamento técnico e frio, sob o ponto de vista, de um jornalista comum, mas através do convívio com os operários, ele humanizou a ponte, dando-lhe um tratamento diferenciado, que serve como parâmetro para que nós jornalistas, tenhamos a capacidade de escrever não apenas pelo ponto de vista, das redações de jornais, mas pelo aspecto social, contando os dramas humanos que acarretam uma obra, seja para facilitar a vida de uns, como para prejudicar a vida de outros.
            Em relação a primeira parte, consideramos essa um pouco mais carregada, pelo aspecto humano e social, mas também técnico. Por isso a leitura dessa parte foi considerada como um pouco mais cansativa e completamente oposta à primeira parte, mais leve, diante de informações que até então passam despercebidas por todos nós.
 
Publicado em: janeiro 27, 2008
Avalie este resumo : 1 2 3 4 5

Adicione aos favoritos & envie aos amigos

.