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O PAGADOR DE PROMESSA

Summary rating: 3 stars 16 Avaliações
Autor : Dias Gomes.
Review by : magnus2
Visitas : 895  palavras: 600   Publicado em: janeiro 20, 2008
UMA DAS MAIS LAUREADAS PEÇAS EM TEATRO POPULAR BRASILEIRO, QUE OBTEVE TAMBÉM VALIOSOS PRÊMIOS NA VERSÃO CINEMATÓGRÁFICA, ENTRE OS QUAIS A “PALMA DE OURO”, DO FESTIVAL DE CANNES E O PRIMEIRO PRÊMIO DO FESTIVAL DE SÃO FRANCISCO, NOS ESTADOS UNIDOS.               A peça parte do cômico para atingir o seu ápice com o patético, apresentando os quadros mais típicos do Nordeste e sobretudo a ingenuidade de Zé-do-Burro, alma humilde e cheia de fé, pelo que é levado ao sacrifício.   O AUTOR E SUA OBRA             O teatro popular brasileiro que começou a ter impulso com Martins Pena e França Júnior, chega aos nossos dias com altos valores e firmando-se cada vez mais . diante de nosso público.             DIAS GOMES é um nome que já dispensa apresentação. Além do teatro, a televisão e o CINEMA aí estão com suas excelentes produções. A peça o PAGADOR DE PROMESSAS é uma das mais interessantes e das mais aplaudidas entre aquelas que hoje dão outra face ao teatro nacional.             A movimentação dos personagens foi feita com bastante naturalidade. Os quadros se sucedem com uma precisão admirável. E em três atos se conta a história do humilde e fervoroso pagador de promessas, aquele que se arrasta por sete léguas, com pesada cruz nas costas, para saldar uma dívida com o Céu e tudo isso por causa de um animal de estimação: o burro que o ajudava na roça a ganhar o seu duro pão de cada dia.             Zé-do-Burro é a fé ingênua disposta a qualquer sacrifício. Rosa, a sua mulher, sofre, vacila, mas não abandona o marido. Marli é a imagem da mulher que se atola na lama do vício. Bonitão é o fanfarrão que nada tem senão o descaramento para levá-lo a atitudes atrevidas. O Padre é o símbolo da Igreja, intransigente, símbolo este que tem prolongamento nas existências do Monsenhor. Lá está o Sacristão que apenas sabe curvar-se ao vigário. O Guarda que espiona a confusão. A Beata que se benze a cada passo. O Galego com sua fala confusa. Está Minha Tia com o linguajar de terreiro. O Repórter provocando manchetes. O Fotógrafo atento às ordens do Repórter. Dedé Cospe-Rima à cata de assunto para os versos que vendia. O Secreta vigiando as manobras de Zé. O Delegado aparecendo para prender o subversivo. E o valente Mestre Coca acendendo mais o barulho. Manoelzinho e a Roda da Capoeira. Não falta o Mestre do Coro à frente da cantilena.             Mas do que qualquer comentário, podem falar do valor da peça as láureas que obteve: Prêmio Nacional do Teatro (I.N.L.), 1960; Prêmio Governador do Estado (SP), 1960; Prêmio Melhor Peça Brasileira (A.P.C.T.), 1960; Prêmio “Padre Ventura” (C.I.C.T.), 1962; Prêmio Melhor Autor Brasileiro (A.B.C.T.), 1962; Prêmio Governador do Estado da Guanabara, 1962. E, coisa que não alcançou até hoje nenhuma obra nacional o mesmo gênero: laureado no III Festival Internacional de Teatro, em Kaltz, Polônia. A versão cinematográfica, magnífica e fiel ao original, conseguiu também valiosos prêmios: “Palma de Ouro”, do Festival de Cannes, 1962; “Critic’s Award” do Festival de Edimburgo, Escócia, 1962; 1º Prêmio do Festival da Venezuela, 1962; Laureada no Festival de Acapulco, México, 1962; Prêmio “Saci” (São Paulo), 1962; Prêmio Governador do Estado (SP), 1962; Prêmio Cidade de São Paulo, 1962 e diversos outros pelos aplausos que colheu do público e pelos grandes louvores que recebeu da crítica.                                        

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