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BR> Aqueles leitores mais antigos do
mestre americano Dean Koontz, devem estar um tanto intrigados com seu último
romance traduzido para o Português. Velocidade ( Editora Nova Fronteira) é surpreendente, mas acredite: não se trata de um elogio! A
narrativa detalhista e a densidade psicológica que consagraram Koontz como um dos melhores contadores de histórias de nosso
tempo simplesmente não estão lá. Quem leu obras-primas como A casa do Mal, Lágrimas do Dragão, e o espetacular Do fundo dos seus olhos, irá tomar um banho de água fria, ou melhor; água morna, já que o romance se mantém o tempo todo num tom bastante insosso.
O inicio da trama leva o leitor a acreditar que está diante de um suspense visceral, repleto de reviravoltas, mas essa sensação vai logo desaparecendo ao longo da leitura. Koontz abandona seus
personagens intrincados e seu estilo vertiginioso e o substituí por uma narrativa de fácil assimilação, quase telegráfica. Os personagens não chegam próximo nem mesmo do superficial. É uma pena que a Nova Fronteira tenha escolhido uma obra tão fraca do mestre Koontz. Nós fãs esperávamos pelo menos uma boa escolha: A trilogia moderna,Frankenstein
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