Nunca se sabe aonde começa nem onde acaba a história da Maria. Havia uma esquina, um
olhar. Um olhar de maresia que não parava quando os autocarros passavam. Não havia olhos para ela. Nem ouvidos. Para ela só havia a espera. O
tempo de o sol aparecer. A
sombrinha amiga que a secava de mais algumas lágrimas. Não
conhecia estações nem apiadeiros. Só destinos que não conhecia. Lembrava um candieiro secular. Uma vela faroleira que nunca testemunhara perigos na costa que via. Maria
esperava. O tempo passava inexorável. Maria esperava. A chuva acordava os gestos para abrir a sombrinha. E ninguém a olhava.
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