Mesmo fazendo a
pergunta: quem sou eu? Não há como fugir a essência do nós! Quando se pergunta por si mesmo, ao perguntar,
se é jogado na essência do nós! Para o individuo dizer eu ele precisa, indubitavelmente, está inserido na dimensão do nós. Só se tem noção do eu porque se vive no nós. Eu e tu, de Martin Buber, é um destes livros que nos acompanha por toda vida.
É um convite para que se leia na dimensão do coletivo. Ao se considerar que a espécie humana se especializou na socialização, esta é uma condição que nos atravessa, e que é mantida entre os humanos sob a regência da
linguagem. E é na linguagem que se estabelece as conjugações pronominais que identifica o humano como ser de presencialidade, de companhia.