Reunião em Annapolis termina com promessas de concessão por parte dos israelenses, mas ceticismo ainda é forte
Uma conferência fadada ao fracasso. Era o que se dizia sobre a cúpula de
Annapolis, EUA, que, na terça-feira, reuniu líderes de 54 países e organizações para retomar um assunto deixado de lado desde 2003: o conflito palestino- israelense. Contrariando os pessimistas, o premiê de Israel,
Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional
Palestina (ANP),
Mahmoud Abbas, prometeram chegar a um acordo de
paz até o fim de 2008. A viabilidade prática da decisão, contudo, segue obscurecida pela divisão interna palestina e pela impopularidade de ações
israelenses que precisarão ser levadas a cabo.
Sob a tutela de George W. Bush, o líder do
Fatah e o premiê de
Israel se comprometeram a realizar reuniões periódicas. Abbas disse ontem que a Conferência de Paz alcançou seu "objetivo" ao relançar as negociações entre israelenses e palestinos. Ele informou que um comitê será instalado na perspectiva de que as negociações comecem no próximo dia 12 e incluam os temas mais sensíveis, que são as fronteiras do futuro Estado palestino, o estatuto de Jerusalém e o destino dos
refugiados palestinos. Israel, no entanto, ainda não mencionou os assentamentos de colonos na Cisjordânia e o direito de retorno de refugiados palestinos. (GLÓRIA PAIVA)
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