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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>TODAS AS HISTÓRIAS DO ANALISTA DE BAGÉ

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TODAS AS HISTÓRIAS DO ANALISTA DE BAGÉ

por : vanguarda    

Autor : LUIS FERNANDO VERISSIMO
Aqui encontramos idéias e explicações sobre uma variedade de assuntos, dentre os quais podemos citar: complexo, delírios,
honra e até mesmo uma entrevista com o próprio Analista de Bagé na qual se declara freudiano, mas com muito respeito pelos demais ícones da Psicanálise, a saber, Jung, Adler, Melanie Klein.
No tocante a honra, temos a estória de um compadre do analista de Bagé. Consta que a esposa do compadre, dona Rosa Flor, queria deixar o Rio Grande do Sul e ir para o Rio de Janeiro, coisa preocupante tanto para o marido, como para o analista que pediu para falar com Rosa Flor. Tendo em vista a confirmação da esposa de que o marido não mais cumpria com suas obrigaçoes de marido, entenda-se por assim dizer, obrigações sexuais, o analista de Bagé entendeu o motivo da vontade de Rosa de ir para o Rio de Janeiro.
Dentre as idéias inovadoras de analista de Bagé, podemos citar a criação de grupos para jogar futebol de salão, sendo que os sádicos ficam num time e os masoquistas no outro, desta maneira se a violência ocorrer, não será novidade.

Devido a intensa procura por seus métodos de análise, o analista de Bagé viu-se obrigado a fazer uma triagem em sua clientela, passando a aceitar somente casos considerados de difícil manuseio. Dentre suas técnicas pode-se dizer que há a técnica do joelhaço que o analista declara ter aprendido com um médico de seus tempos de criança. Segundo ele, quando a criança dizia que estava com dor de ouvido, o médico dava um beliscão no braço até a criança gritar: "tô com saudade da dor de ouvido".
O analista de Bagé estudou em muitos lugares, dentre os quais,Viena, porém sua especialização, foi feita em Passo Fundo. Aos pacientes é oferecido chimarrão e são convidados a deitar-se em um pelego, ao invés de um divâ.
Podemos encontrar no presente livro uma forma bem humorada de tratar com as dificuldades psíquicas da raça humana, trazendo assim, o riso e a descontração para as salas psicanalíticas, fazendo-as parecer lugares de descontração ao invés de lugares inacessíveis para a maioria de nós. Fica claro desde o início do livro que a sátira é a marca registrada, tornando muitos de nossos conflitos, coisas mesquinhas. Realmente através de uma melhor estruturação e análise de nós mesmos,  podemos declarar que em muitos casos somos infantis e fazemos tempestade em copo d''água.
Publicado em: novembro 27, 2007
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