Ler "O Homem" é entrincheirar-se num mundo fantástico, no qual se tem a oportunidade
de acompanhar a evolução do sofrimento perdas, transformando o caráter, despersonalizando idéias, consumindo, e aviltando a conscência despreparada para os dissabores e contrariedades da existência.
Nele, uma mulher enlouquece por amor, e por falta dele.
Tenta sufocar a dor ao ponto desta se confundir com seus sonhos extraviados...
Refugia-se na imaginação que tange a realidade até o momento em que se tornam inextrincáveis.
Se há limiar, é nele que razão e insanidade travam a batalha de vida e morte;
preparam e cultivam suas armadilhas... fica-se desolado com o destino de personagens dedicados, cada um a seu modo, em tornar a"doidice" menos cruel, embora pouco se faça por tentar compreendê-la.