Vigiar a(s) nossa(s) posição(ões)
,
Vigiar e analisar as acções em carteira.
Mais importante que vigiar oscilações de
mercado é saber qual é a nossa
posição financeira real a cada momento, ou seja, o valor líquido do
nosso portfolio se tudo fosse reduzido a
dinheiro nesse dia descontando
tudo o que houvesse a descontar. Não adianta estar a
ganhar na Bolsa de
Nova Iorque se o dólar vem a descer devorando as nossas mais-valias.
As comissões, o valor das acções, a taxa de câmbio, o valor que
deixamos em dinheiro na conta de
investimento são variáveis que devem
ser medidas dia-a-dia. Se o objectivo é obter mais-valias, então esta
monitorização é importante.
É na sucessão de ganhos e perdas que se ganha, por isso analisa-se
diariamente se as nossas acções estão a contribuir para os ganhos ou
para as perdas, ou se é necessário substituir componentes da nossa
«máquina de fazer dinheiro».
É especialmente na relação entre o câmbio e as acções que se
encontra o segredo para uma boa
gestão do nosso portfolio. O
investimento em acções não é um jogo para conseguir o maior número de
negócios ganhadores. A posição líquida é que conta.
Mas, já em finais dos anos setenta do século passado, Daniel
Kahneman e Amos Tversky, dois economistas behaviouristas, avisavam que
uma perda na Bolsa tem cerca de 2,5 vezes mais impacto psicológico do
que um ganho do mesmo tamanho, através de uma teoria que mostrava como
os comportamentos económicos eram inconsistentes com o processo de
decisão racional. Ou seja, ao contrário do que parece, muitas decisões
económicas são tomadas irracionalmente (The Consilient Observer, Vol 1,
Issue 2, January 29, 2002, p.1)
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