RESUMO:
LAUREN SLATER ATACA DE NOVO
Conclusões
inconclusas sobre Mente e Cérebro – o livro
Não sou
psicólogo nem nada. Sou curioso. Me espanto
com tudo o que vejo no
comportamento das pessoas porque sou apenas espantável.
Não para corrigir ou ser superior. Me admiro, só. Talvez um dia use num texto,
num conto. Mas a primeira coisa é que me admiro, por exemplo, de ver pessoas
chiques num jantar de casamento. Caem matando como se a comida fosse acabar e
eles, morrerem de fome. Fico espantado com a diferença entre cultura e
dinheiro. Com a fachada e o estofo. Os
psicólogos dizem: “Isso é perfeitamente
explicável”. Mas, a explicação não convence. Tem cara que entra em campo, numa
pelada, e bate a torto e a direito, xinga, berra. E, na convivência normal, é
todo santinho, ‘boa gente’. Tem gente que ‘separa’ o comportamento das pessoas:
“Ah, lá ele é assim, aqui, é assado”. Isso para a gente aturar o cara. Como
dizem os apicultores: “As abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas”. Putz!
Como saber se elas estão sendo ameaçadas, na árvore, com você apenas sentado na
beira do rio pescando? O fato é que essas coisas da cabeça me intrigam. Por
exemplo, agora, quando descobrem que ‘somos humanos e precisamos de afeto e
reconhecimento’, tem mais e mais gente no mundo. E saindo pelo lado da
indiferença (obrigatória?).
Aquelas pessoas que não acodem alguém sendo surrado ou
assaltado. Essa discrepância é que me leva os trocados. Descubro o que faz
alguém virar herói. É a ocasião. A solidão. Você está passando sozinho na beira
de um rio, alguém pede socorro dentro d’água e, se sabe nadar, você pula.
Agora, se na margem estiverem 30 pessoas, você espera alguém pular. Se todos
esperarem... a pessoa morre afogada. O herói é o que, quando todos fogem, volta
para casa incendiada e entra. Os super-heróis são todos forjados nas brechas do
nosso comportamento normal. É difícil explicar isso e nem vou tentar mais.
Darley e Latané, vide livro da Lauren Slater, desenvolveram cinco estágios do
comportamento de ajuda:
1)
Você, o ajudante em
potencial, precisa perceber um evento acontecendo.
2)
Precisa interpretar o
evento como algo no qual sua ajuda é necessária.
3)
Precisa assumir
responsabilidade social.
4)
Precisa saber como agir.
5)
Precisa, então, agir.
Isso, às vezes, em poucos segundos ou minutos. Um
super-herói o faz. Um herói também. Uma pessoa normal? Aí, vareia!
Num outro livro, Richard Dawkins aponta o egoísmo
principal conteúdo dos genes. Eles querem ser preservados de qualquer maneira.
Por isso, o altruísmo (contrário de egoísmo) é algo milagroso. Por que alguém
que tem que preservar seus genes pularia na água para salvar alguém que não tem
nenhum gene compartilhado? Não perca os próximos capítulos.
Por enquanto, se gostou do resumo,
vote, indique, dê nota. E procure o livro da Lauren Slater, pela Editora Best
Seller. Vale a pena! Abraços, Werneck