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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>A evolução do cérebro e as solteironas

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A evolução do cérebro e as solteironas

por : RuiWerneck    

Autor : Rui Werneck
RESUMO 2 – A evolução da consciência – Robert
Ornstein
A evolução do cérebro e as solteironas
É realmente
fantástico (e ao
mesmo tempo banal) descobrir que somos guiados por um cérebro totalmente
aleatório, embora se diga que somos ‘racionais por excelência’. A continuação
da leitura de A evolução da consciência me chamou a atenção para um fato
corriqueiro que nunca se tenta explicar ‘racionalmente’. O imenso trabalho de
Charles Darwin é ainda pouco divulgado em sua essência. Ficou apenas o mote ‘o
homem descende do macaco’. O macaco desceu da árvore, se aprumou, perdeu os
pêlos e saiu fazendo footing (ou walking) pelo calçadão das praias de Caiobá e Matinhos.
Não é bem assim. A primeira constatação dos cientistas é a aberrante distância,
atualmente, entre a capacidade cerebral do homem e a do gorila e do chimpanzé –
que seriam os mais próximos ‘parentes’. Embora o cérebro de todos os animais
seja constituído do mesmo tipo de células, tenha a mesma aparência e função, o
nosso é incontestavelmente maior, proporcionalmente, e mais preparado. Ou não?
É só ver que os chimpanzés ainda vivem num ‘mundo pré-histórico’, de nossos
ancestrais. Não há explicação firme e decisiva para isso. Há suposições,
especulações... mas, nada conclusivo. Depois do trabalho de Darwin, até Freud
ficou mais esperto. Ele descobriu que o homem, ao ficar na posição ereta,
perdeu o faro para o cio da fêmea e criou o erotismo por culpa das ‘vergonhas’
à mostra (Mal-estar da Civilização). Isso no tempo em que o homem andava
nu. Mas o que mais me chamou a atenção até agora é o fato de que a tal seleção
natural dos mais aptos, como espécie, é mais importante do que a sobrevivência
do indivíduo. Ou seja, a propagação dos genes é tudo. Exemplo efetivo disso é
ver que as tias solteironas são sempre muito apegadas aos sobrinhos. É só
chegar perto da solteirona e ela se desmancha de elogios para os sobrinhos, que
ajuda, está sempre presenteando e paparicando. Os sobrinhos compartilham os
genes com a tia. E ela, solteirona, não vai passar adiante os que estão no seu
corpo. Logo, tem que cuidar dos genes “da família” que foram passados adiante
por irmãos ou irmãs. Isso as solteironas fazem inconscientemente! Robert
Ornstein dá outro exemplo mais genérico: Um biólogo encontrou evidências de que
os animais se auxiliam mutuamente na proporção quase direta do número de genes
partilhados. Logo, o nosso comportamento tão ‘racional’ está impresso na dupla
hélice. Por isso, não levantamos vôo tão racionalmente quanto acreditamos. 
         O
livro “Evolução da consciência”, de Robert Ornstein, foi publicado pela Editora
Best Seller. Leia que é bom. Vote no meu resumo, dê nota e passe adiante o link
do Shvoong. Abraços, Werneck
Publicado em: setembro 29, 2007
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