Os gostos são diferentes, e em alguns casos podem
até mesmo, serem obscuros para outras pessoas, certa vez o compositor Renato
Russo escreveu em uma música: “Quem um dia irá dizer, que existe razão nas
coisas feitas pelo coração. E quem irá dizer, que não existe razão.”, assim
como os amores, paixões, às vezes são inexplicáveis para as outras pessoas, os
gostos também são diferentes, a questão é: Será que podemos julgar os gostos
alheios? Segundo o escritor Waldenyr Caldas “o
gosto estético não é mensurável
porque ele se explica pela emoção e não pela razão.”, isto é, indefinível, não
passível de crítica.
O gosto da brasileira
tem sido exaltado como um gosto muito ligado ao culto da sensualidade, ninguém
explica se é o clima, ou a cultura, mas é fato que a preferência nacional são
as roupas justas e decotadas, fortalecido pela mídia que exalta a Carla Perez,
entre tantas outras...o gosto da mulher brasileira varia do vulgar ao
sensual. Por falar em mídia, ela é a
principal fonte de lançamento de
moda no Brasil, as novelas em especial, tem
influências por pessoas de todas as classes, é moda que atinge a massa. Porém é
curioso que quem mais lança moda são as anti-heroínas, aquelas que lutam contra
a maré, que vão de encontro com os valores da sociedade, como a viúva Porcina
(Roque Santeiro), Milena (Por Amor), entre tantas outras.
Querendo ou não, a imagem tem importância muito
grande para a sociedade, somos consumidores inveterados de imagem, tanto que
cresce cada vez mais o número de propagandas que enfocam a imagem, mas a imagem
é mais do que isso, é a aparência do indivíduo, e assim voltamos para a moda,
mas não uma moda impositiva, do senso comum, e sim uma moda universalizada, que
nos guia ao individual, a nossa identidade pessoal. Essa sim é a moda do nosso
século.
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