Em relação ao capítulo, “O Alentejo e a Antropologia”, em que é explicado por “José Cutileiro” com o titulo de” Ricos e Pobres no Alentejo”, este começa por efectuar um estudo pormenorizado, da estrutura social de meia dúzia de aldeias com menos de dois mil habitantes, onde esta comunidade é caracterizada em relação, (aos tipos de solo, relevo, clima, ecologia e a evolução histórica).
É uma comunidade que depende da agricultura, mesmo aqueles que não trabalham nela. Os homens são quem trabalha a terra, como seareirois, ou como trabalhadores. Cerca de meia dúzia destes são proprietários, o que lhes permite dar trabalho aos outros.
A segunda parte do “Ricos e Pobres no Alentejo”, aborda a vida familiar, as relações conjugais entre marido e mulher, a relação entre pais e filhos, bem como o papel da criança dentro do seio familiar.
Na terceira parte desta obra, estuda-se «A Estrutura Politica».
O Patrocinato é o tema central da quarta parte de “Ricos e Pobres no Alentejo”.
O tema de”Ricos e Pobres no Alentejo”, é insubstituível, para a compreensão da sociedade rural Alentejana na primeira metade do século xx. No que diz respeito à hierarquia social, resultante da posse da terra, aos mecanismos políticos do estado novo, as relações familiares aos grupos sociais e desigualdades sociais.
Para este autor, sobre”Identidades” é sempre um sentimento de confronto devido à diversidade das culturas humanas de cada sociedade, que para isso contribuem diversos factores, de entre os quais, as condições climáticas, a morfologia dos solos, escassez ou abundância de recursos, isolamento e/ou afastamento geográfico. Por outro lado, os costumes e tradições, bem como os comportamentos, nasceram na vontade de imitar o grupo vizinho, adversário ou rival.
De acordo com o autor, o assumir da identidade é o resultado da maneira como os indivíduos, ou os grupos, pensam e se definem, nas suas semelhanças e diferenças.
Para o autor, a identidade, tanto se refere às raizes, como ao património, à memória ou aos valores, tanto no passado, como no futuro, visto que é um processo em construção, tendo que se reflectir sobre ela, de forma dinâmica.
No ponto de vista do autor a,”Identidade Alentejana”, diz respeito à opção em ser diferente, ou, em querer ser diferente, assenta em fundamentos psicológicos que consistem em rejeitar as formas culturais e sociais daqueles com os quais, não nos identificamos, ou seja, a “Identidade Alentejana”, é veiculada por uma ligação assustadora à terra, pela fala e sotaques locais, bem como o espírito critico sobre o “outro”.
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