Depois de criadas diversas teorias e obras sobre a suposta humanidade de Jesus, a história de Judas move a criação
de um livro, que revela uma visão "radical" sobre a crucificação.<
br/> O protagonista da obra é conhecido em todo o mundo como o maior rival de Jesus, mas neste romance, o autor retrata
a face humana deste ser . Jean-Yves Leloup afirma que Judas partilha da mesma inquietação do homem: a incompreensão sobre o divino.Na trama, o chamado Zelote,
sente-se traído por Jesus e foge do próprio caminho em busca da edificação de um império, mas tudo é feito de forma tão fria e objetiva, que "assusta" o povo, ao revelar a parte mais obscura do ser humano (aquela sugeira comum à todos, mas que até então era expelida discretamente).
A comparação torna-se inevitável e pode ferir os olhos, mas tudo o que é bom ou diferente costuma doer, incomodar e neste caso não seria diferente.
Este romance histórico nos traz uma nova visão, talvez verdade... Fato é, que sem compreender Deus, a humanidade se mantêm passível de ações rudes, como as de Judas. Leloup nos indaga, discreta e incessantemente:
- C
omo poderíamos atirar não apenas a primeira, mas tantas e tantas pedras?