COLUNA SAVAGET (42 páginas)
A
coluna do General Savaget parira de Aracajú. Possuía 2.350 homens. De
Geremoabo a Canudos fazia marcha esclarecida e firme. A margem do
Vasa-Barris deu-se o 1° combate de Cocorobó, que termina com ataque dos
lanceiros em formidável carga de baionetas e fuga dos jagunços. No dia
seguinte a peleja continua, em combate renhidíssimo (Combate de
Macambira) com a morte do Tenente Coronel Sucupira.
Unidas
as duas colunas a guerrilha continuou, crônica, em refregas furiosas e
rápidas, longas reticências de calma, pontilhadas de balas. Os jagunços
atacaram a “matadeira”: 11 fanáticos invadiram o centro do acampamento
militar para destruir o canhão “Withworth 32” que eles apelidaram “a
matadeira”. Estavam comandados por Macambira. 10 foram mortos a
baioneta tendo
um escapado miraculosamente, varando as fileiras
agitadas. As tropas aguardavam uma briga salvadora.
O ASSALTO (67 páginas)
As
duas colunas, reunidas defronte Canudos, resolveram atacar. Delineo-se
o ataque. Eram 3.349 homens, divididos em 5 brigadas. Seguiram alta
madrugada. Tomaram posição de combate perigosíssima e impraticável.
Quando a luta começou levaram desvantagem. Caíram em desordem.
Despencavam pelos cerros abaixo. E os jagunços, invisíveis das tocaias
e dos esconderijos, fulminavam as brigadas. Sitiado o arraial a
investida fora sem sucesso. Desorganizados os batalhões cada um lutava
pela sua vida. Nessas condições “eram por igual impossível – o
avançamento e o recuo”. Tiveram quase 1.000 baixas, entre mortos e
feridos. O General Artur Oscar avaliou o estado das coisas e pediu um
corpo auxiliar de 5.000 homens. Seguiu, então a Brigada Girard,
dirigida pelo General Girard. Eram 1.042 praças, 68 oficiais e 850.000
cartuchos Mauser. Essa brigada não consegui repelir o inimigo! e a
retaguarda tinho sido alvejada.
Quando as primeiras levas de feridos e mortos chagaram à cidade do Salvador a Nação surpreendida, abalou-se! Não era possível!
NOVA FASE DA LUTA (37 páginas)
Novos
reforços foram então enviados. Mais 2 brigadas, com o total de 3.000
homens, uma entregue ao comando do Coronel Sampaio e outra ao General
Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. E o próprio Ministro da Guerra,
Marechal Carlos Machado Bittencourt foi para o teatro de operações.
Conhecedor frio da arte de combater e descobrindo os motivos das
derrotas anteriores, conseguiu a vitória da 4ª Expedição e
aniquilamento de Canudos. Só fez usar o bom senso aplicado à técnica
militar, transmudando aquele conflito enorme, pródigo de inúteis
bravuras, numa campanha regular. Alguns chefes jagunços já haviam
desaparecido: Pajehú, João Abbade, Macambira, José Venâncio. Restavm
Pedrão, Norberto e outros. A 22 de agosto de 1897 falecia Antônio
Conselheiro. Os jagunços já não resistiam; recuavam. Canudos estava
bloqueado. A insurreição estava morta.
(Fazendo
parte do reforço estava um batalhão policial de São Paulo, ao qual
Euclides da Cunha se agregou como observador para o campo da luta).
ÚLTIMOS DIAS (55 páginas)
Fato imprevisto: o inimigo, agônico, reage inesperadamente e vigorosamente. Mas logo depois decai a reação, atingindo o desenlace.
Os
soldados da República impunham às vítimas cenas cruéis: “Agarravam-n’as
pelos cabelos, dobrando-lhes a cabeça, esgargalhando-lhes o pescoço e
francamente exposta a garganta, degolavam-n’as” ou “enleado o pescoço
da vítima num cabresto, estrangulavam ou esfaqueavam”. Rivalizavam-se
aos jagunços em barbaridades.
A
28 de setembro Canudos não respondeu às duas salvas de vinte tiros. Era
o fim. Foi dinamitada com 90 bombas nesse dia, terminando em incêndio.
Entregou-se o Beatinho e entregaram-se as mulheres e crianças. Fez-se
pequena trégua depois da qual recomeçou o tiroteio.
“Canudos não se rendeu”, resistiu até o esgotamento completo.
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