Era primavera quando rejuvenesceu o meu olhar E a fonte que refrigerou a minha alma cantava. Meus pés inquietos, ataviaram-se em
sandálias, Que iriam correr caminhos para estar em ti. Foi no verão mais tórrido que conheci as areias E debrucei-me nas janelas dos teus olhos. Vi
uma paisagem de sonho, Onde o encontro traçou caminhos. O outono desenhou uma linha vermelha em meu corpo E fui levada como folha ao vento pelo
selvagem destino. Queimei um silêncio de amante a suspirar numa vidraça, Mas acabei esquecendo o fruto dessa paixão. Fui perdendo folhas, aprendendo a discernir, Nuvens de fumaça, mergulhando no inverno de minha vida. Agora, deito meu olhar neste turbilhão atordoado de sonhos. E me dou conta que posso estar em ti e além de ti sempre.
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