Conta o cotidiano das prostitutas de bordéis, se dá como experiência da pesquisadora, que esta realizando campanhas de DST,
como primeiro contato; enfoca o cliente, aquele que procura o serviço da mulher; não só a procura de sexo coloca a questão do “diferente” aquele que causa repulsa a todas as outras e a
prostituta tem como dever aceitar; fala da função social da prostituta, como aquela que regula o que não cabe no contexto do “normal”; a prostituta é aquela mulher onde é possível liberar as fantasias sexuais, tudo é permitido; remete a repressão da
sexualidade feminina, a mulher não tem direito de exercer sua plena sexualidade, o velho mito da mulher santificada; revela o retorno a prostituição, mesmo diante de outros meios de sobrevivência, e a constante culpa relacionada ao estar no prostíbulo, quem dele depende e quem é o cliente; toda prostituta que começa na “vida” vai levada por alguém; existe uma rede de dependência, diante desta mulher, que ao mesmo tempo nega sua profissão, mas aceita o fruto de seu trabalho.