Paul Edgecomb é um antigo chefe da guarda de uma prisão da Louisiana, nos Estados Unidos, e vive agora, durante a velhice,
num asilo. Edgecomb relembra, com frequência, episódios de guardas e condenados que ocorreram durante a sua vida activa. Recorda-se, sobretudo, da sua relação com John Coffey que, em 1935, se encontrava no corredor da
morte à espera que fosse executada a sentença a que fora condenado. Coffey era um homem negro, de forte compleição física, que tinha sido acusado, embora injustamente, da morte brutal de duas raparigas brancas. Edgecomb descobre que Coffey possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso e desenvolve-se entre os dois uma relação invulgar. Toda a situação leva o guarda a enfrentar um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o homem que ele deverá matar não pode ter sido o autor de um
crime tão terrível.