Mario Quintana um dos maiores poetas da língua portuguesa não chegou a completar o ginásio. Filho de farmacêutico trabalhou
cinco
anos na farmácia, e também vários anos numa livraria como balconista. Contratado pela Editora Globo, nos anos 30 como tradutor, colaborou para que o leitor brasileiro conhecesse as obras de escritores como Virginia Wolf, Marcel Proust, Voltaire, Gide e Joseph Conrad. Estreou na literatura em 1940 com o livro Rua dos Cataventos. Escreveu cerca de 50 livros. Nunca seguiu correntes literárias, e por três vezes teve seu nome indicado para a Academia Brasileira de Letras sem ter sido aceito. Em 1980 recebeu da ABL o Premio Machado de Assis pelo conjunto da obra. Nasceu em Alegrete no Rio Grande do Sul em 30 de Julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre num hospital de nome Moinho dos Ventos no dia 05 de Maio de 1994. Morava em hotéis e pensões, bebia e fumava muito. Era solteiro convicto. Execrava a chatice e a “longuidão”. Seu humor passava de ácido a lúdico. Também escreveu para crianças. “... a casa é acolhedora. Os livros poucos. E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.”